terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Crenças limitantes sumindo de vez da sua vida

10 Dicas De Warren Buffett Que Podem (E Provavelmente Vão) Mudar A Sua Vida

“Parece haver uma característica humana perversa que gosta de fazer as coisas mais fáceis difíceis” – Warren Buffett

Warren Buffett é o cara.

E aqui, no Clube do Valor, eu não me canso de falar dele.

Afinal, estamos falando daquele que imortalizou o conceito de investimento em valor.

Essa é, inclusive, a filosofia que norteia as estratégias dos investidores mais bem-sucedidos do planeta.

Porém, o maior investidor de todos os tempos ainda tem muito a nos ensinar.

Embora Warren Buffett já esteve beirando os seus 90 anos de vida, suas frases, pensamentos e opiniões precisam ser levadas em consideração para quem aspira ser um grande investidor.

De investidores de longo prazo e alocadores de ativos aos especuladores financeiros:

Todos têm o que aprender com o Oráculo de Omaha.

Para te provar isso, proponho o seguinte desafio: se você ler este artigo completo e não aprender algo novo que você possa colocar em prática na sua vida financeira, eu tirarei este artigo do ar.

Esse é o tamanho do meu comprometimento com o conteúdo que trago aqui…

E da confiança que tenho nas dicas de Warren Buffet.

Portanto, leia com muita atenção as dicas a seguir para poder absorver ao máximo tudo o que está escrito – e que foi proferido pelo bilionário investidor.

Não se esqueça também de compartilhar este artigo.

Assim, mais pessoas terão acesso a essas dicas e poderão transformar as suas vidas em direção a riqueza e independência financeira.

Ah! E caso você não conheça muito bem quem é Warren Buffet (o que é improvável, se você gosta de investimentos), sugiro então que você assista ao vídeo abaixo para conhecer melhor aquele que é considerado o maior investidor de todos os tempos:

E continue lendo esse artigo para saber mais sobre pontos como…

DICA #1 – TENHA DINHEIRO GUARDADO

Guardar dinheiro é um dos maiores desafios do ser humano moderno.

Afinal, tudo parece conspirar para o consumismo e gastos desenfreados.

Porém, a primeira dica de Warren Buffet é: tenha dinheiro guardado.

Por quê?

O próprio bilionário tem um bom motivo para adotar essa postura.

Em um de seus negócios mais recentes, Buffet precisou usar dinheiro.

Mas ele não precisou se desfazer de nenhum investimento ou bem que ele possuía.

Na verdade, ele tinha dinheiro disponível, o que o habilitava a tomar uma decisão rápida em direção a uma excelente oportunidade – o que de fato veio a acontecer.

É verdade que você pode não estar jogando no mesmo nível que Warren Buffett e montar um colchão de liquidez pode ser meio difícil para você.

Porém, aqui no Clube do Valor eu já mostrei a importância de ter uma reserva financeira para enfrentar situações inesperadas.

Afinal, você nunca sabe quando passará por uma perda de emprego, emergência médica ou a necessidade de fazer um reparo urgente em sua casa ou carro.

Portanto, siga essa primeira preciosa dica de Buffet para sua vida financeira.

DICA #2 – AVALIE O RISCO

O risco é um fator inerente ao universo dos investimentos.

Até mesmo quando você investe no produto financeiro mais seguro de um país, ainda há riscos.

Portanto, você não pode fugir deles.

É preciso avaliá-los e saber quando você pode assumir determinado risco.

Você provavelmente já percebeu onde este papo está levando, não é mesmo?

Para fazer bons investimentos, é preciso conhecer o seu perfil de investidor.

Será que você é um investidor conservador?

Ou seria um moderado?

Ou quem sabe o seu perfil esteja mais alinhado com a de um investidor arrojado ou agressivo?

Você vai precisar descobrir isso antes de se tornar um investidor de sucesso.

Essa é a dica #2 de Warren Buffet.

Gostou desse ponto e quer saber mais sobre?

Então o que eu tenho para te recomendar é esse vídeo aqui:

DICA #3 – SEJA PERSISTENTE E PACIENTE

Persistência e paciência: eis duas virtudes que Warren Buffet considera essenciais para um investidor.

“Nós não somos pagos pela atividade, e sim pela assertividade”, diria o bilionário.

Para exemplificar a sua dica, Buffet lembra de dois investimentos importantes que ele fez em sua vida.

Em 1988, ele comprou ações da Coca-Cola pela primeira vez e desde então nunca vendeu uma ação.

Mesmo considerando uma empresa com valor de mercado estimado em mais de US$ 180 bilhões (de acordo com a Forbes), Buffet conserva essas ações como se fosse viver por mais 50 anos (mesmo já tendo mais de 87).

É ou não é um exemplo de persistência?

Mas o seu caso com a American Express, uma empresa de serviços financeiros dos Estados Unidos, é ainda mais impressionante.

Mesmo passando por diversos revezes na economia, Buffet manteve os seus investimentos na companhia, comportamento que não foi seguido pelo resto do mercado.

O resultado?

O bilionário eventualmente viu as ações da American Express subirem novamente e recuperar todo o investimento realizado, com uma valorização muito maior do que aquela registrada quando ele havia entrado no papel.

DICA #4 – ESTEJA DISPOSTO A SER DIFERENTE

“Seja medroso quando todos estão gananciosos, e seja ganancioso quando todos estão medrosos”.

Essa é uma das frases mais icônicas de Warren Buffet.

E ela reflete muito bem a quarta dica que ele tem para quem quer se tornar um investidor de sucesso: esteja disposto a ser diferente.

Quando o bilionário começou a investir, trabalhando na cidade de Omaha (e não em Wall Street), muitos os consideraram um esquisito.

Vários até apostaram que ele iria falhar.

A história acabou mostrando que a estratégia de Buffet – a de ser diferente – sempre daria certo, e por isso ele sempre buscou os investimentos mais subvalorizados ao invés de seguir o rebanho.

Durante a crise de 2008, por exemplo, o investidor engoliu empresas como Bank of America, Goldman Sachs, General Eletric e Dow Chemical, que estavam quebrando.

É por conta dessa manobra que ele foi capaz de transformar a crise em US$ 10 bilhões.

Mas não adianta tentar copiar as fórmulas vencedoras de Warren Buffet.

Ele seria o primeiro a te lembrar da sua dica número #4 – de ser diferente – e buscar sua própria estratégia de investimento.

DICA #5 – INVISTA NAQUILO QUE VOCÊ CONHECE E ENTENDE

Se você prestar atenção, vai perceber que a todo momento há uma nova “oportunidade única” para fazer investimentos.

Sendo assim, toda hora há uma chance de sair de uma posição e partir para outra.

Mas isso é mesmo necessário (ou mesmo recomendado)?

Não.

Pelo menos de acordo com Warren Buffet (e de acordo comigo, também).

O que o bilionário sugere é investir naquilo que você conhece e entende.

Buffet investe em carros, aviões, trens, ketchup, lâminas de barbear, joias, móveis e companhias de seguros.

Esses são segmentos que ele conhece e entende.

Não foi à toa que, por muitos e muitos anos, Buffett evitou investir na Apple, por exemplo.

Ele só o fez, recentemente, depois de entender com muita clareza e profundidade o modelo de negócios da empresa.

Essa característica fez com que Buffett evitasse ingressar no “oba oba” da bolha “ponto com”.

E não me entenda mal: ele não deixa de entrar na maioria das empresas de tecnologia não porque ele não confia ou não acredita nessas empresas.

Mas por que ele não entende ou quer conhecer desses mercados.

Portanto, a dica aqui é rever seus investimentos e tentar entender se você está investindo naquilo que você entende e conhece muito bem.

DICA #6 – INVISTA EM VOCÊ MESMO ANTES DE INVESTIR EM QUALQUER OUTRA COISA

Em um seminário em 2011, Warren Buffett foi questionado sobre o aspecto mais importante de seus investimentos e a sua relação com o tempo livre que ele teria para estudar.

A sua resposta é impressionante:

“Para a maioria das pessoas, a maior parte da sua renda virá da escolha de sua profissão. Portanto, do ponto de vista da criação de riqueza, o tempo livre é melhor aproveitado aperfeiçoando as suas habilidades profissionais, do que estudando investimento”.

Seguindo seu próprio conselho, Buffet voltou para sua cidade natal e se matriculou em um curso para aprender a falar em público.

Dessa forma, ele poderia se comunicar melhor com seus clientes, o que veio a se mostrar uma decisão acertada.

A sua sexta dica poderia se resumir a: jamais pare de estudar.

E não estou falando do ensino regular, com uma sala de aula e um professor passando a matéria do jeito tradicional.

Estou falando de cursos online e presenciais, leituras de livros e blogs, certificações, seminários e qualquer aperfeiçoamento profissional que esteja à sua disposição.

DICA #7 – FIQUE DE OLHO NAS PEQUENAS DESPESAS

Embora seja um bilionário, Warren Buffett vigia cada centavo de seus investimentos.

Pode parecer coisa de gente mesquinha, mas foi esse comportamento que ajudou o investidor a encontrar boas empresas.

Afinal, Buffet não compra uma empresa se ela não tiver a mesma disciplina financeira que ele tem.

E diversos exemplos mostram que o bilionário sempre soube cuidar muito bem de seu dinheiro.

Quando seu primeiro filho nasceu, por exemplo, Buffet transformou uma das gavetas de sua cômoda em um berço.

Para o seu segundo filho, ele acabou pegando um berço emprestado (embora tivesse dinheiro para comprar um novo).

Ele também vive na mesma casa desde 1958 e dirige seu próprio carro, um Cadillac DTS.

Reforçando: Buffet não espera que você se torne uma pessoa mão-de-vaca que não gasta com nada.

Porém, para estar apto a investir, você precisa aprender a gastar menos do que ganha.

E essa definitivamente não é a característica principal da maioria das pessoas.

Ao encontrar meios alternativos de reduzir suas despesas (ou eliminá-las completamente), você terá mais dinheiro para fazer seus investimentos.

Isso é o básico de um bom planejamento financeiro pessoal.

DICA #8 – SAIBA QUANDO SAIR DE UM INVESTIMENTO

Embora a persistência e paciência sejam características importantes de um investidor, é preciso saber quando sair de um investimento.

E essa nem sempre é uma tarefa fácil, já que muitos acabam se “apegando” ao ativo.

Warren Buffet experimentou esse tipo de sensação ao apostar em corridas de cavalos (que, obviamente, não é um exemplo de investimento).

Depois de experimentar duas grandes perdas financeiras, ele decidiu que nunca mais iria se envolver com apostas.

Se tivesse permanecido até recuperar o que apostou (uma postura adotada por muitas pessoas, infelizmente), provavelmente jamais teria figurado como um dos maiores investidores de todos os tempos.

Isso acontece com frequência no mercado de ações, especialmente para aqueles que enxergam a bolsa como um Casino.

Há momentos em que é preciso sair de um investimento.

E, além de precisar reconhecer esse momento, é preciso ter coragem para tomar essa atitude.

Quer saber como ter muita clareza em quando entrar e sair de um investimento?

Então eu recomendo que você conheça a incrível estratégia de alocação de ativos:

DICA #9 – DETERMINE O MAIS CEDO POSSÍVEL O QUE VOCÊ QUER FAZER DA VIDA E ENTÃO FAÇA

Quando Warren Buffett tinha 11 anos, ele comprou a sua primeira ação.

Aos 13, ele declarou para um amigo que seria milionário aos 30.

Quando era estudante do ensino fundamental, ele já dizia que “gostava de matemática” e que queria ser um “corretor de ações”.

Percebe a importância que isso teve no futuro do bilionário?

Não foi sorte ou acaso.

Ele estava determinado desde muito jovem a seguir esse caminho.

E essa é a recomendação de Buffet para você.

Tente decidir o mais cedo possível o que você quer fazer na vida e não perca tempo: faça!

Se você já não é mais jovem, não tem importância: você ainda precisa definir o que quer fazer e começar a fazer imediatamente.

Não adotar essa postura é correr para qualquer direção.

E correr para qualquer direção não garante que você irá alcançar o seu objetivo.

Lembre-se disso!

DICA #10 – SAIBA O QUE SIGNIFICA SUCESSO

Detentor de uma fortuna estimada em US$ 78 bilhões, muitos concluiriam que Warren Buffet é uma pessoa de sucesso.

Porém, o investidor não avalia o seu resultado com base na quantidade de dinheiro que tem.

Em 2006, ele começou um movimento de incentivo que convidou as pessoas mais ricas do mundo a doar parte de suas fortunas antes de deixarem este mundo.

Se a sua preocupação – e medida de sucesso – fosse a quantidade de dinheiro, ele jamais faria uma coisa dessas.

Para Warren Buffet, a sua medida de sucesso é saber quantas pessoas que ele gostaria que o amassem, o amam de verdade.

Para ele, esse é a maior prova de que ele viveu uma vida digna aqui nesta Terra.

A última dica de Warren Buffet para você é: descubra o que o sucesso significa para você.

Com isso em mente, fica muito mais fácil perseguir os seus objetivos.

CONCLUSÃO

Warren Buffett é uma lenda vida.

Disso ninguém pode duvidar.

É por isso que eu trouxe mais um artigo dedicado a ele, e espero poder trazer outros no futuro.

Eu realmente acredito que esse é o maior investidor de todos os tempos e acredito em suas palavras.

Afinal, ele é considerado o criador do investimento em valor, uma filosofia que também norteia os meus investimentos.

E é por isso que eu propus o desafio deste artigo.

E você, está esperando o que para aplicar essas 10 dicas em sua vida agora mesmo?

Um forte abraço,

Ramiro.

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Orçamento Familiar: Um Passo a Passo Simples Para Organizar as Finanças da Sua Casa

Orçamento familiar: muitos sabem da sua importância, mas poucos o fazem.

Provavelmente, você se encaixe neste rol de pessoas.

Também é provável que você já conheça um pouco deste tema, sobretudo se você costuma acompanhar o Clube do Valor.

Eu sempre defendo que a criação de um orçamento é um ponto chave na sua busca pela independência financeira.

Porque ele compõe a base de um dos temas mais importantes para quem almeja o sucesso financeiro: o planejamento.

Sem um planejamento financeiro adequado, você dificilmente conquistará seus objetivos.

Saber disso é fácil.

Difícil mesmo é parar tudo para trabalhar no seu orçamento. Especialmente quando se vive em família.

Planejar e colocar em prática um orçamento familiar pode ser bastante complicado se alguns membros não estiverem dispostos a fazer concessões.

Às vezes é preciso abrir mão de itens supérfluos.

Refeições fora de casa (saiba como – e quanto – eu economizei por não fazer refeições mais fora de casa neste artigo), idas a shows, ao cinema ou ao shopping center são apenas alguns exemplos de atividades que geram gastos.

Gastos estes que, frequentemente, precisam ser revisados.

Se para um casal tomar essas decisões já é difícil, agora imagine uma família com filhos.

Nesse contexto, cada um tem suas prioridades, necessidades e vontades próprias.

Enfim, fica bem claro que não é nada fácil planejar e colocar em prática um orçamento doméstico.

E é justamente por isso que escrevi este artigo.

Aqui, vou lhe apresentar um passo a passo simples de como planejar um orçamento familiar e como colocá-lo em prática!

Vou ensinar detalhes preciosos, como:

Se você já tentou colocar em prática um orçamento familiar e não teve sucesso, dê mais uma chance para essa tática que pode mudar a sua vida financeira.

Para ajudar os seus familiares a entender a importância do planejamento, compartilhe esse artigo com eles:

Se você é a pessoa que resiste em formular um orçamento doméstico, recomendo que leia este artigo até o fim.

Tenho certeza de que farei você mudar de ideia!

A IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO FAMILIAR

Uma família é muito semelhante a uma pequena embarcação em alto mar.

Cada integrante é responsável por pegar o remo e contribuir para que o barco continue na direção correta.

Há aqueles que assumem o comando e ajudam os outros a continuar remando.

Porém, também temos pessoas que preferem largar o remo enquanto os outros fazem o trabalho pesado.

Ou pior: há aqueles que remam na direção contrária a todos os outros.

Definir um orçamento doméstico é dizer para os integrantes de uma família qual é a direção que o barco deve seguir.

Se você não sabe para qual direção levar a sua embarcação, faz diferença remar ou não remar?

É como diz o velho ditado de Lewis Carroll, o renomado autor do clássico “Alice no País das Maravilhas”:

Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve.

Portanto, defina um orçamento doméstico para poder levar a embarcação (sua família) para a direção correta!

#1 – ANOTE TODOS OS GASTOS

O primeiro passo para estabelecer um orçamento familiar é anotar todos os gastos realizados pela família.

Não adianta passar batido por esse ponto.

É preciso ser bastante minucioso na hora de detalhar e levar em conta todos os gastos de todos os integrantes da casa.

Parece complicado, não é mesmo?

Para nossa sorte, há uma forma muito fácil de lidar com essa atividade: separar todos os gastos em despesas fixas e despesas variáveis.

Essa divisão também será muito importante na condução do passo #2 da implementação do orçamento familiar.

Eis uma forma de divisão das despesas:

  • Despesas fixas: alimentação básica, aluguel do imóvel, financiamento da casa própria, condomínio, mensalidade da academia, conta de água, conta de luz, conta de gás, mensalidade da escola/colégio/faculdade, salário da empregada, seguro do carro, seguro de vida, seguro residencial e despesas com o transporte.
  • Despesas variáveis: idas ao cinema/shopping, refeições fora de casa, gastos com passeios, mensalidade da internet e TV a cabo, produtos e serviços de beleza (salão, perfumes, cremes), despesas com animais de estimação, lazer de uma forma geral (futebol de final de semana, viagens de férias ou feriados, festas e reuniões com os amigos) e conta do cartão de crédito.

Organizar todos os gastos não é uma tarefa fácil.

Mas com essa divisão torna-se algo muito mais simples e possível de se fazer.

Nesse momento, é realmente muito importante contar com a colaboração de todos os integrantes da família.

Se alguma despesa importante for omitida nesta etapa, vai ser mais difícil lidar com os próximos passos do orçamento familiar.

Relembre a analogia do barco em alto mar e peça a ajuda de todos na definição de todos os gastos.

Anotar todas as despesas nos primeiros dias pode ser complicado.

Porém, com o tempo, adquire-se prática e em umas poucas semanas sua família vai adquirir o hábito de manter o controle sobre todos gastos.

Agora você pode estar se perguntando: como eu devo controlar as despesas?

Isso realmente não importa!

Se você vai usar uma planilha, um pedaço de papel ou aplicativo para smartphones, o importante é anotar todos os gastos e não perder nada de vista.

#2 – CORTE DESPESAS

Essa com certeza é a parte mais difícil do orçamento familiar.

É complicado abrir mão de alguns supérfluos, especialmente quando eles já fazem parte de sua rotina.

Entretanto, cortar as despesas vai ficando mais fácil à medida que você anota os gastos com mais frequência.

Sabe como?

Imagine a seguinte situação descrita abaixo:

  • Todos os meses o seguinte gasto é anotado na lista de despesas variáveis de sua família: R$ 300 com a conta de telefone celular
  • Uma rápida análise permite-nos concluir que essa é uma despesa recorrente (tem acontecido por pelo menos três meses seguidos), permanecendo sempre com esse valor alto
  • Essa quantia representa um percentual considerável da renda familiar total, algo que fique entre 10% e 20%
  • A família dispõe de outras formas de comunicação, especialmente aquelas que usam a internet

O que seria melhor:

  • Transformar esse gasto em uma despesa fixa?
  • Trabalhar para reduzir os gastos com o telefone celular?

Dois argumentos ajudam a sustentar a segunda opção na tomada de decisão.

O primeiro deles é o fato de estarmos falando de uma despesa variável.

Já que ela pode mudar consideravelmente dependendo da frequência de uso, a opção de reduzir passa a ser uma forte candidata entre as duas escolhas.

Porém, outro fator acaba contribuindo bastante para a tomada de decisão: o impacto do gasto dentro do orçamento familiar.

Se uma única conta está abocanhando 10% de toda a renda de uma família, é preciso repensar seriamente o seu uso.

É normal isso acontecer com alguns gastos fixos, como o aluguel ou financiamento imobiliário.

Mas isso não é normal para contas variáveis.

É por isso que, nesse caso, o melhor seria trabalhar para reduzir os gastos com telefone celular.

Há diversas alternativas:

  • Negociar o valor do plano com a operadora
  • Estudar uma mudança de operadora
  • Mudar os planos de pós-pago para pré-pago
  • Economizar em ligações para telefones de outras operadoras
  • Encontrar outros mecanismos de ligação que não gerem tantos custos, como mensageiros instantâneos que utilizam a internet

Eu sei que esse é apenas um exemplo de corte de despesa.

Mas é apenas um exercício para estimular o seu cérebro a pensar dessa forma com relação a todos os seus gastos.

Veja outras alternativas de corte de despesas para ajustar seu orçamento familiar:

  • Será que não é possível limitar as refeições em restaurantes e shoppings e optar por cozinhar em casa?
  • Em vez de ir com tanta frequência ao cinema, não seria melhor alugar um filme para assistir com a família e evitar a necessidade de pagar um ticket para cada um? Ou melhor: assinar um serviço como o netflix e assistir vários filmes no mês por um preço bem mais em conta?
  • Se o seu pet precisa tomar banho a cada 15 dias, seria possível fazer isso em casa pelo menos uma vez ao mês?
  • Se para manter a autoestima em alta você precisa ir ao salão uma vez por mês, seria possível reunir um grupo de amigas e conseguir um pacote de desconto?

Como eu disse, esses são apenas exemplos para incentivá-lo a buscar novas formas de cortar despesas.

Eles servem para estimular a sua imaginação.

Sempre há um lugar ou outro que pode render uma boa economia.

Até fiz um vídeo que pode inspirar você com algumas estratégias de como juntar dinheiro rápido. Dá uma conferida aqui:

Porém, de nada adianta economizar se você não colocar em prática o passo a seguir.

#3 – ESTABELEÇA METAS DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO

Você está controlando todos os seus gastos e limitou todas as possibilidades de despesa.

Contudo, sua família está tendo dificuldades de colaborar e você não está vendo o dinheiro sobrar no orçamento familiar.

Qual é o problema de sua estratégia?

A falta de metas claras que vão ajudar a motivar os esforços de sua família.

Esse é o passo do orçamento doméstico que realmente dá um norte para todo o planejamento.

Até o momento, podemos dizer que a estratégia ensinou a família a remar da forma correta e parar de desperdiçar energia.

Agora é preciso direcionar o barco para a direção correta.

Para fazer isso, estabeleça metas que atendam às necessidades de cada um dos integrantes da sua família.

Neste momento, mais uma divisão ajuda a definir essas metas: pense sempre em curto, médio e longo prazo.

Assim, você terá mais facilidade para definir prioridades e entender exatamente como dividir o dinheiro controlado pelo orçamento familiar.

Um bom exemplo de metas bem definidas:

  • Curto prazo (daqui a 1 ou 2 anos): guardar dinheiro para fazer uma viagem nacional em família, manter o orçamento doméstico totalmente controlado, comprar uma bicicleta nova (filho), investir em um curso de maquiagem (mãe e filha), comprar/construir uma churrasqueira (pai)
  • Médio prazo (daqui a 3 a 5 anos): trocar de carro, ingressar em uma universidade (filhos), voltar a estudar (pai e mãe), sair do aluguel
  • Longo prazo (daqui a 6 a 10 anos): guardar dinheiro para fazer uma grande viagem internacional em família, terminar de pagar o financiamento da casa, concluir os estudos (filhos), fazer uma segunda lua de mel (pai e mãe)

Mais uma vez: esses são apenas exemplos.

Exemplos que podem ajudar você a definir suas próprias metas (e da sua família) para o curto, médio e longo prazo.

Uma vantagem dessa abordagem é a possibilidade de incluir objetivos não financeiros na brincadeira.

Digamos que você queira aprender um novo idioma no médio prazo.

Embora isso possa exigir o investimento em cursos e viagens, vai ser necessário muita dedicação para cumprir esse objetivo.

A definição de metas segue o mesmo princípio do corte de despesas.

Quanto mais você faz, mais fácil fica de se fazer.

Portanto, coloque isso em prática para ajudar os integrantes de sua família a cumprir os dois primeiros passos do orçamento familiar!

 #4 – GERENCIE O ORÇAMENTO FAMILIAR

Depois de colocar em prática os três primeiros passos, fazer o mesmo com a quarta etapa é muito fácil.

Mesmo assim, muitos acabam ignorando.

Esta etapa consiste em você fazer uma manutenção do orçamento familiar.

O que seria esta manutenção?

Simplesmente lembrar os seus familiares de controlar os gastos, cortar despesas sempre que necessário e ressaltar as metas de curto, médio e longo prazo.

Para atender o quarto passo, você precisa se certificar de que está atendendo os três primeiros.

Simples assim!

Porém, essa simplicidade só é conquistada com o grande esforço que foi despedindo por toda a família.

No final das contas, o orçamento é familiar porque envolve todos os integrantes.

Todos precisam pegar o remo e levar o barco na direção correta.

Ao final da jornada, a recompensa é de todos.

CONCLUSÃO

Colocar um orçamento familiar em prática não é uma tarefa fácil.

Mas ela se torna menos complicada à medida que os integrantes começam a se ajudar e incentivar uns aos outros em cada uma das etapas.

E não importa qual seja o tamanho da sua família.

Se você não tem filhos ou possui 10, o orçamento doméstico pode ajudar a melhorar a relação entre os integrantes da família.

Além disso, também vai contribuir para que você alcance todas as suas metas financeiras.

Portanto, converse com seus familiares e coloque isso em prática hoje mesmo.

Estarei esperando para ouvir as boas notícias dessa nova fase de sua vida.

Gostou do artigo?

Então tenho certeza que você vai curtir outros artigos da série “educação financeira”:

E, caso você tenha ficado com alguma dúvida, deixe um comentário compartilhando-a comigo 🙂

Grande abraço,

Ramiro.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ouvidoria sobrecarregada: qual o impacto no atendimento ao cliente?

Ter uma ouvidoria sobrecarregada pode gerar uma série de impactos negativos no atendimento ao cliente. Afinal, ao conceder voz aos contratantes, o departamento funciona como uma espécie de última instância, pacificando conflitos e recolhendo feedbacks para melhoria dos produtos e serviços.

Não por acaso, sempre que a demanda exceder a capacidade do setor, os gerentes precisam ficar atentos e investigar as causas do problema. Se o departamento não exercer o seu papel, a tendência é que as dificuldades se perpetuem, prejudicando, gradualmente, a relação com os atendidos.

Pensando nisso, elaboramos este conteúdo sobre o impacto de uma ouvidoria sobrecarregada, buscando encontrar soluções aplicáveis à sua empresa. Quer entregar um serviço de qualidade para os seus clientes? Confira!

O que é ouvidoria?

A ouvidoria funciona como um canal de comunicação entre cliente e empresa, com o objetivo específico de lidar com manifestações, sugestões, elogios, solicitações, reclamações e denúncias sobre produtos, serviços, processos e colaboradores.

Nesse sentido, o setor gere temas relacionados à satisfação dos contratantes, de modo que, em muitos casos, a resposta apresentada é vista como o próprio posicionamento institucional.

Além disso, é comum que os atendimentos se desdobrem em outras consequências, como mudanças e melhorias nas soluções oferecidas ao consumidor. Assim, a ouvidoria exerce diferentes papéis:

  • receber e responder a opiniões, reclamações, sugestões etc;
  • servir de controle de qualidade do atendimento;
  • colher feedbacks para melhoria de produtos, serviços e processos;
  • evitar conflitos — inclusive processos judicias;
  • construir uma relação de confiança com os atendidos;
  • fidelizar o cliente.

Sendo assim, caso a demanda pelo serviço esteja além das capacidades do canal, haverá um grave prejuízo em termos de atendimento e relacionamento com o cliente — algo ainda pior para as empresas de contact center, em que lidar com o público é o cerne do negócio.

Qual é a diferença entre contact center e ouvidoria?

Enquanto a contact center lida com a linha de frente, oferecendo suporte técnico e satisfazendo as demandas dos clientes, a ouvidoria atua de maneira especializada em opiniões, reclamações e sugestões.

Aos olhos do cliente, a ouvidoria se posiciona como alguém imparcial a quem recorrer. Se os serviços não atendem às expectativas, o cliente terá voz e perceberá que sua opinião, de fato, influencia as decisões da empresa.

Em um contact center, essa percepção de neutralidade ficará sempre prejudicada porque o setor está no outro lado do conflito, quado eles acontecem. Isto é, se o cliente tem uma demanda sobre a qualidade do serviço, é preciso direcioná-la para alguém sem interesse na disputa, para que a decisão se torne legítima. Vale ressaltar que, não fosse a existência de uma ouvidoria, em muitos casos, o órgão imparcial seria o Poder Judiciário.

Por fim, o departamento exerce — não à toa — também o papel de reduzir o número de conflitos e processos nas empresas.

Como agir diante de uma ouvidoria sobrecarregada?

O segredo para lidar com a ouvidoria sobrecarregada é entender a raiz do problema. Ao identificar as causas, é possível elaborar um plano de ação e tomar providências para restaurar o bom funcionamento do setor. A seguir, veja as dificuldades mais comuns:

Ineficiência dos outros canais

Quando as redes sociais, o SAC, o atendimento presencial e demais canais apresentam um baixo índice de resolução de demandas, a consequência natural é uma busca maior pela ouvidoria — quer seja para reclamar, quer seja para exigir providências.

Falta de autonomia

Em muitos casos, as ouvidorias são amarradas a uma grande burocracia e à limitação de poderes. Assim, as condições para o pleno funcionamento do setor não estão dadas, e a tendência é o acúmulo de demandas não resolvidas e a consequente sobrecarga do departamento.

Ineficiência da ouvidoria

Um terceiro problema comum é a ouvidoria não cumprir o que prometeu, gerando mais ligações do que inicialmente previsto ou até mesmo problemas na justiça. Essa hipótese normalmente exige uma avaliação profunda dos procedimentos internos, da liderança e da qualificação técnica da equipe.

Como desenvolver um plano de ação?

Uma forma simples de elaborar uma plano de ação é utilizar a matriz 5W2H (4 “whats”, 1 “who” — “o que” e “quem” em português e 2 “hows/how much” — como/quanto) com o objetivo de detalhar as possíveis medidas. Para tanto, defina os 7 pontos abaixo:

  1. O que será feito?
  2. Por que será feito?
  3. Quando será feito?
  4. Onde será feito?
  5. Quem fará?
  6. Como será feito?
  7. Quanto custa fazer?

Vale ressaltar que, assim como existem causas mais frequentes, é possível identificar soluções que, normalmente, produzem um resultado significativo na redução da sobrecarga da ouvidoria. Foque nas seguintes ações:

Incorporar a tecnologia aos processos

Tanto a ouvidoria como os demais canais precisam contar com ferramentas que reduzam a burocracia, automatizem tarefas e possibilitem uma melhor comunicação interna. Não à toa, a tecnologia é uma das chaves para aumentar a agilidade e a eficiência de processos e, assim, dar conta da carga de trabalho da empresa.

Conferir poder aos colaboradores

As empresas devem ampliar a margem de decisões que os responsáveis pelo atendimento podem tomar por conta própria, sem consultar superiores ou profissionais de outros setores.

O objetivo é encontrar os casos em que possíveis erros na linha de frente são menos prejudiciais que perder tempo tendo que consultar terceiros, no longo prazo.

Reduzir lacunas de competência

Outro ponto importante é mapear as competências necessárias para atuar na ouvidoria e nos demais canais, buscando identificar a distância entre as habilidades técnicas e comportamentais requeridas e as existes nas equipes. Em seguida, recomenda-se que as empresas desenvolvam programas de treinamento com foco nesses pontos, para reduzir essas lacunas.

Aprimorar processos e produtos

Não basta colher as reclamações, sugestões e elogios — esses feedbacks precisam influenciar as decisões da empresa. Se existe um problema com o produto “x” e não há resolução, obviamente as pessoas continuarão buscando os canais de atendimento. Por isso, é preciso traduzir as exigências dos clientes em mudanças efetivas nos processos.

Com essas medidas, você oferecerá um tratamento adequado para a ouvidoria sobrecarregada, atacando as causas do problema. Então, crie o seu plano de ação e coloque as ações propostas em prática!

Para receber outras dicas relevantes para a gestão de contact centers, assine nossa newsletter e tenha acesso ao nosso conteúdo em primeira mão!

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